Quem nunca teve um radinho de pilha quando, em épocas antigas, sentava-se ao lado de um fogão à lenha e, como um bom gaúcho, servia um amargo chimarrão? Nesse ambiente, quem não ouvia toda a programação de sua rádio preferida até a água do mate terminar?
Há 20 anos, não existiam CDs, MP3, Ipods, telefones celulares, computadores e outras tantas tecnologias que a cada dia nos surpreendem mais. Antigamente, as rádios funcionavam com fitas cassete e discos de vinil e as propagandas eram gravadas em fitas pequenas com, no máximo, cinco minutos de gravação.
Na Rádio Nativa, cada cliente tinha uma fita própria e, na época, dependendo do número de comerciais, existia um mapa de veiculação dos mesmos que mostrava a hora que cada um deveria ir ao ar. As fitas eram numeradas de acordo com cada cliente. O operador de som ficava praticamente o dia todo prestando atenção e controlando os horários e quais fitas deviam ser veiculadas. Após uma música ir ao ar, o operador já deveria estar com a fita da propaganda preparada pois, assim que marcasse o horário de sua respectiva exibição, ele teria de apertar o botão do play. Isso também acontecia com os discos de vinil, os quais o operador sempre deixava na faixa a ser tocada e, após os comerciais, colocava a “agulha” (nome dado ao leitor do toca discos) na faixa escolhida.
Uma das características da equipe da Nativa FM sempre foi citar o nome do compositor, do cantor e da música que ia ao ar e, como o propósito da rádio sempre foi tocar músicas nativistas, não se fazia necessário locutor porque, antigamente, as programações eram apenas musicais e não existiam noticiários. Desde o início da rádio até hoje, as informações das músicas da programação são gravadas anteriormente e rodadas conforme a planilha do dia.
Como há duas décadas não existia computador, as rádios saíam do ar à meia-noite. Para desligar os transmissores, um operador, na maioria das vezes, ficava na rádio até o horário de finalizar a transmissão. A Rádio Nativa, nessa época, tinha uma chamada que dizia: “Estamos saindo do ar. Uma boa noite! Bons sonhos! E às 6h estaremos de volta!”. Quando chegava à meia-noite, muitos ouvintes se despediam da rádio ouvindo essa canção.
A primeira música a ser tocada na Nativa FM foi “No coração do Rio Grande”, de Osvaldo Medeiros e Paulo Brasil e até hoje faz muito sucesso na programação da rádio.
É bom lembrar os velhos tempos. Sou testemunha de tudo que foi dito acima. Acompanho a rádio desde que operava em carater esperimental. Naquela época, quando a rádio entrou em operação, de vez em quando rodava uma menssagem solicitando que ligassem informando o local em que estavam captando o sinal da rádio, para se mapear a região de abrangência e a qualidade do sinal. Parabéns a todos pelos 20 anos da Nativa FM.
Buenas indiada!!!
Postei no blog da nossa turma um link para divulgar a rádio nativa além das fronteiras pois percebi que existem muitas rádios na web com códigos html disponiveis para que possam tocar em seus próprios blogs ou sites. Também serve para divulgar o site da própria rádio.
Vlw!!!
Abraço a todos !!!
Aprendi muito
SOU MAIS UM DOS GAÚCHOS QUE A VIDA APARTOU DO PAMPA, MAS ESCUTO A NATIVA DIARIAMENTE, HOJE ESCUTEI “UM VISTAÇO NA TROPA”, DEPOIS DO MARENCO E DO AUTOR DA MUSICA, QUEM É ESSE SENHORA QUE DEU MAIS VIDA A VIDA QUE A MÚSICA JA TINHA